• Milho
  • Centro-Oeste
  • 26.09.2017
  • Por Meu Agronegócio

9 dicas para o plantio de milho

plantio de milho

Apesar da adoção de práticas culturais como aumento da população de plantas e níveis equilibrados de nutrientes, ainda se tem uma média de produtividade baixa no plantio de milho no Brasil, quando comparada com outros países líderes em tecnologia.

Para melhorar a produção do grão, confira abaixo nove dicas para o plantio de milho. Elas foram listadas pelos pesquisadores Israel Alexandre Pereira Filho e Emerson Borghi, da Embrapa Milho e Sorgo.

1. Uso de híbridos adaptados regionalmente

Os híbridos deverão atender os seguintes requisitos: elevado potencial produtivo; bom desenvolvimento inicial; tolerância a déficit hídrico; tolerância ou resistência às principais pragas e doenças que ocorrem na região e adoção da prática de sistema de combinação de híbridos para diluir os possíveis riscos associados aos estresses causados pelo ambiente.

É imprescindível que híbridos de alto potencial se desenvolvam num ambiente favorável para atingir altos rendimentos, com suprimento adequado de água, controle de doenças, insetos e plantas daninhas, além de adequada fertilidade do solo.

2. Densidade de semeadura para cada cultivar

Utilização de híbridos com tolerância superior a estresses ambientais contribuiu para o aumento de rendimento de grãos. O plantio de milho necessita de população específica para maximizar seu potencial produtivo, pois a planta não possui um mecanismo de compensação de espaços eficiente em baixas densidades.

A tolerância ao adensamento de plantas por área varia conforme as características de cada uma. Deve ser observado se a cultivar utilizada pode ser semeada em densidade elevada. Em caso contrário, o uso de densidades muito altas pode reduzir a atividade fotossintética da cultura e a eficiência de conversão de fotoassimilados à produção de grãos.

3. Espaçamento entrelinhas

O desenvolvimento de cultivares mais tolerantes a altas densidades de plantas e o interesse das indústrias de máquinas no desenvolvimento de equipamentos adaptados ao plantio de milho com espaçamento reduzido incentivou os produtores a reduzirem o espaçamento entrelinhas para patamares entre 40 e 50 cm ao invés dos 80 e 90 cm utilizados anteriormente.

4. Profundidade de plantio de milho

Maior ou menor profundidade de semeadura dependem do tipo de solo. Em solos mais pesados, com drenagem deficiente ou com fatores que impedem o alongamento do mesocótilo, dificultando a emergência de plântulas, as sementes devem ser colocadas entre 3 e 5 cm de profundidade.

Em solos mais leves ou arenosos, as sementes podem ser colocadas mais profundamente, entre 5 e 7 cm de profundidade, para se beneficiarem do maior teor de umidade.

5. Regulagem da plantadeira

Constituem este item a escolha correta de discos e anéis; o ajuste de engrenagens para deposição da quantidade desejada de sementes (evitando plantas duplas e falhas nas linhas); profundidade adequada de deposição de sementes; distância do adubo em relação à semente e sistema de fechamento de sulco.

6. Velocidade de plantio de milho

Principal entrave para o plantio de qualidade e a principal causa de desuniformidade de emergência e de distribuição de plantas nas lavouras de milho atualmente. A velocidade ideal de plantio deve ficar entre 5 e 6 km/h. Velocidade acima aumenta a porcentagem de plantas dominadas e de duplas, diminuindo a produção de grãos.

7. Fertilidade do solo

Para atingir altas produtividades é necessário um ótimo manejo da fertilidade do solo. A prática de rotação de culturas é fundamental e complementa-se com a aplicação eficiente de nitrogênio e análise do solo para determinar os níveis de fósforo, potássio e pH do solo.

8. Adubação nitrogenada

O nitrogênio é o nutriente absorvido em maior quantidade durante o plantio de milho. Portanto, seu manejo é fundamental para garantir altos rendimentos. Para cada tonelada de grãos produzida, a lavoura de milho extrai entre 20 e 27 kg de nitrogênio, dependendo do nível de rendimento.

O solo é capaz de suprir uma parte desta demanda através da mineralização da matéria orgânica, mas o restante deve ser aplicado via adubação no plantio e em cobertura no estádio V6 – quando a planta apresenta a partir de seis folhas.

Alguns tipos de solos são capazes de fornecer altas quantidades de nitrogênio. Entretanto, créditos desse nutriente podem ser obtidos utilizando-se plantas de cobertura como as leguminosas.

9. Fósforo e potássio

Presumindo que os solos são mantidos com teores adequados de fósforo e potássio, se faz necessária a aplicação de, pelo menos, a quantidade desses nutrientes que são removidos pela cultura no patamar de produtividade almejado. Para produzir cada tonelada de grãos, a planta de milho extrai cerca de 4 kg de fósforo e 20 kg de potássio.

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