• Mulheres do agronegócio
  • 15.12.2016
  • Por Meu Agronegócio

As mulheres do agronegócio mudaram

Mulheres no agronegócio

Apesar de a lida no campo e a gestão de uma propriedade rural serem atividades fortemente ligadas ao homem, as mulheres sempre estiveram muito presentes nesse ambiente. À medida em que conquistam cada vez mais protagonismo na sociedade, isso se reflete também no meio rural. Por isso, as mulheres do agronegócio de hoje não são as mesmas de antigamente.

O tema está tão em voga que motivou o Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, realizado em São Paulo nos dias 25 e 26 de outubro. A Transamérica Expo Center, responsável pela promoção, organização e realização do evento, esperava 500 participantes, mas acabou recebendo mais de 700 pessoas.

Pesquisa sobre as mulheres do agronegócio

Para o congresso, foi encomendada a pesquisa Mulheres no Agronegócio Brasileiro, conduzida pelo instituto Fran6 Pesquisa. O objetivo foi justamente desvendar qual o perfil da mulher que trabalha na gestão de empreendimentos agropecuários atualmente.

Segundo Adélia Franceschini, diretora-geral do Fran6, a mulher tem dado uma contribuição muito importante para o setor. “Elas estão muito preocupadas com o meio ambiente, com o planeta, com a saúde e bem-estar animal e com os princípios e metas fechados com vários países para os próximos anos. São muito antenadas”, garante.

Se o perfil das mulheres do agronegócio é diferente do masculino, também há diferenças entre a mulher de hoje e de outros tempos. Antigamente, o trabalho rural era quase uma obrigação imposta pela família ou um acompanhamento natural das atividades do marido. Hoje, há uma tendência recente apontada na pesquisa qualitativa, de herdeiras que vão estudar nos grandes centros e voltam com a intenção de contribuir com a produção, às vezes contra o desejo dos pais.

“Você tem um segmento de meninas que com 15 e 16 anos querem tocar a fazenda e começam a se preparar para fazer Agronomia ou Zootecnia e voltam até brigando com a família”, conta Adélia. A partir dos estudos, essa geração se preocupa em desvendar novas tecnologias e obter uma boa produtividade.

Quem é a mulher do campo?

A pesquisa quantitativa foi feita com 301 mulheres responsáveis pela gestão ou produção agropecuária. Na qualitativa, foram entrevistadas nove mulheres com papel de destaque na gestão de empreendimentos agrícolas, produção de insumos ou manuseio da produção. Veja outros dados e insights interessantes do trabalho abaixo.

  • Para cada mulher dirigindo um estabelecimento agropecuário ou cuidando da produção, existem nove homens nas mesmas funções.
  • A participação das mulheres no agronegócio e na renda familiar do campo é de 42,4%, enquanto a das mulheres que vivem na cidade é de 40,7%.
  • As agricultoras e pecuaristas entrevistadas descendem de famílias produtoras, enquanto as executivas da área de insumos e distribuição vêm de famílias de imigrantes.
  • As mulheres que atuam na gestão de propriedades agropecuárias apresentam indicação de sucesso econômico.
  • A maioria usa redes sociais diariamente e as julgam importantes para a sua atuação profissional. As gestoras navegam mais que a média da população brasileira.
  • As entrevistadas na pesquisa qualitativa não moram na fazenda, mas sim em grandes centros.
  • 71% das mulheres do agronegócio já tiveram alguma experiência em que o fato de ser mulher foi uma barreira para ser ouvida, ascender profissionalmente ou para se relacionar socialmente ou profissionalmente

O que você achou? Aqui, você pode acessar a pesquisa completa. Não esqueça de deixar um comentário abaixo com a sua opinião sobre o assunto.