• Gestão
  • 23.08.2017
  • Por Meu Agronegócio

Aumenta a participação das mulheres na gestão agrícola

mulheres na gestão

É claro que ainda há o que avançar na luta por igualdade no mundo profissional, mas é inegável que a cada ano que passa a participação feminina tem avançado em setores onde tradicionalmente apenas os homens se envolviam. Uma prova disso é que a presença de mulheres na gestão do agronegócio é maior do que nunca.

Incentivo familiar

Isabela Brunetta Weber é um belo exemplo. Formada em administração, ela trabalha no Grupo Itaquerê, de Primavera do Leste (Mato Grosso), que planta soja, milho e algodão, além de culturas auxiliares para rotação, pecuária e produção de energia. Atualmente, está sendo preparada a sucessão da segunda geração familiar, que dirige o grupo atualmente, para a terceira, da qual Isabela faz parte.

Na geração anterior, Isabela relata que era raro ver mulheres se envolvendo nos negócios. “Na nossa, eu já vejo isso mudando bastante. Tenho várias amigas que também estão trabalhando com os pais no agronegócio”, conta. No seu caso, o envolvimento com os negócios da família foi muito incentivado por todos.

Novo cenário para as mulheres no campo

Na pesquisa Mulheres no Agronegócio Brasileiro, conduzida pelo instituto Fran6 para o Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, realizado em outubro de 2016, 71% das entrevistadas afirmaram que o fato de ser mulher em algum momento foi uma barreira para serem ouvidas ou ascender profissionalmente.

Isabela, no entanto, garante que nunca teve problemas com isso e sempre foi muito respeitada. Não apenas no grupo da família, mas também na cooperativa Unicotton, da qual ela é vice-presidente.

Além de ser a primeira mulher a fazer parte do conselho de administração da cooperativa, aos 32 anos, Isabela é jovem se comparada com os demais integrantes da diretoria. Segundo ela, todos eles fizeram muita questão de contar com a sua participação.

Mulheres na gestão agrícola são “mais detalhistas”

Na opinião de Isabela, as mulheres na gestão do agronegócio têm um perfil distinto dos homens. “Eu vejo a mulher muito mais centrada, mais pé no chão e muito mais detalhista”, opina. Segundo ela, as gestoras analisam mais, enquanto os gestores têm uma tendência a fazer primeiro e analisar depois.

Essa é uma característica importante, pois o trabalho no campo deve cada vez mais amparado em ferramentas modernas de gestão. “Foi-se o tempo em que o agronegócio era só uma empresa de família sem parte administrativa. Hoje, as margens são cada vez menores, então se você não tiver um bom controle de custos, leva o negócio à falência”, sentencia.

Por conta disso, a qualificação profissional é muito importante. Além do curso superior em administração, Isabela fez pós-graduações, uma delas em gestão do agronegócio. Afinal, todas as qualidades pessoais das mulheres na gestão do campo não servem para nada se elas não tiverem conhecimento.

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