• Fazendo história: Celso Rigo
  • 10.11.2016
  • Por Meu Agronegócio

Celso Rigo: sucesso no beneficiamento de arroz

Celso Rigo

Não há como pensar na agricultura sem levar em conta o desenvolvimento da agroindústria. É ela que vai transformar a matéria-prima que vem do campo em produtos que chegam na mesa do consumidor. É nesse setor que atua Celso Rigo, empresário gaúcho proprietário da Pirahy Alimentos, dedicada ao beneficiamento de arroz.

Começando no transporte

Celso Rigo fundou a companhia em 1975, com o sócio José Renan Toniazzo, parceiro de negócios até hoje. O principal produto da Pirahy, cuja sede fica em São Borja, município localizado na fronteira entre o Rio Grande do Sul e a Argentina, é o arroz Prato Fino, com elevada padronização de grãos e controle de qualidade.

Rigo construiu seu patrimônio a partir dos próprios esforços. Natural de Porto Lucena, cidade com pouco mais de 5 mil habitantes, também na fronteira com a Argentina, saiu de casa aos 20 anos para trabalhar comprando arroz em São Borja e revendendo em São Paulo. A cada viagem, percorria 2,6 mil km ida e volta.

Quando cansou e resolveu se estabelecer, aos 26 anos, comprou um prédio para abrir sua empresa de beneficiamento de arroz e chamou o jovem Toniazzo para ser seu sócio. Essa história é contada em reportagem do jornal Zero Hora, publicada no dia 30 de julho.

Hoje, toneladas de arroz com casca são compradas de produtores da região, depositadas em 68 silos. Segundo Rigo, a grande preocupação da empresa é com a qualidade de seu produto. “A gente queria levar uma mensagem ao mercado de que era um prato realmente fino, diferente da concorrência”, explicou ao jornal Zero Hora, justificando o nome do produto.

Apesar de ser dono de 11,5 mil hectares em fazendas, Rigo não planta arroz – apenas cria gado das raças Braford e Brangus. “Eu até poderia. Mas prefiro deixar esse trabalho a cargo dos produtores, para incentivar o desenvolvimento da região”, contou na reportagem.

Investimentos no futebol

Apesar de seu grande sucesso como empresário, o que motivou a matéria do periódico gaúcho foi o futebol, mais especificamente o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Isso porque ocasionalmente Celso Rigo empresta dinheiro ao clube do coração para a contratação de jogadores.

O caso mais recente foi do atacante equatoriano Bolaños, cuja compra girou em torno de € 5 milhões. Na ocasião, além de emprestar o dinheiro, Rigo cedeu seu jato Embraer Phenon 300 para o diretor executivo do Grêmio voar até o Equador e assinar com o jogador. Outra parceria que ganhou destaque na imprensa foi quando Rigo bancou a contratação do meia Giuliano, recentemente vendido a um clube da Rússia e hoje na seleção brasileira.

Preocupação social

A gratidão de Celso Rigo à comunidade que o acolheu se reflete em seus investimentos em outras áreas. O empresário já ergueu duas comunidades terapêuticas para a recuperação de usuários de drogas, uma masculina e outra feminina. Além disso, ele mantém duas creches, atendendo cerca de 130 crianças com até cinco anos de idade. Com tudo isso, Rigo ainda encontra tempo para se dedicar à função de presidente do hospital Ivan Goulart.

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