• agricultura familiar
  • 29.10.2016
  • Por Meu Agronegócio

Conheça a importância da agricultura familiar para o país

Se os grandes nomes do agronegócio brasileiro, que exportam principalmente soja para o mundo todo, são responsáveis por uma considerável parcela do produto interno bruto do país, os pequenos produtores da agricultura familiar têm importância fundamental na mesa do brasileiro.

A agricultura familiar é caracterizada pela atividade rural realizada por membros da mesma família, eventualmente complementada pelo trabalho assalariado. Geralmente, dedica-se a uma lavoura diversificada, concentrada em uma pequena propriedade.

É da agricultura familiar que sai a maior parte da produção destinada aos lares brasileiros. Ou seja, enquanto os grandes produtores de soja engordam os números das exportações, as famílias de agricultores se destinam ao mercado interno.

“A agricultura familiar desempenha um papel central na estratégia de superação da fome e na segurança alimentar do País, sendo a principal produtora de comida para o campo e a cidade”, resume a cartilha Plano Safra da Agricultura Familiar 2016-2017, programa do governo federal.

Desafios da agricultura familiar

Os representantes da agricultura familiar possuem pequenas áreas e enfrentam dois grandes desafios: a dificuldade no acesso ao crédito e em adquirir as novidades tecnológicas do setor. Assim, a concorrência contra grandes empresas, nacionais e estrangeiras, é bastante complicada.

A solução para não perder espaço foi a união. “Quando se tem um grupo com os mesmos ideais e características iguais, se unir é a melhor forma para alcançar resultados”, explicam Jhonatan Felipe Minatel e Carlos André Bonganha, no artigo Agronegócios: a importância do cooperativismo e da agricultura familiar, publicado na revista Empreendedorismo, Gestão e Negócios, da Faculdade de Tecnologia, Ciências e Educação (Fatece).

Partindo desse pensamento, segundo os autores, os produtores rurais se unem para conseguir melhores resultados do que, geralmente, não conseguiriam se estivessem sozinhos. A maneira mais eficiente de organizar essa colaboração são as cooperativas de agricultores, instituições que tornam mais fácil levar os produtos aos consumidores, acessar crédito e também adquirir insumos fundamentais para a lavoura.

O que a agricultura familiar tem a ensinar

As famílias que mantêm a tradição da produção agrícola em vez de buscar trabalho nas grandes cidades, como muitos brasileiros fizeram no ápice do êxodo rural, têm muito a ensinar a todos. Por exemplo:

1. União

A organização dos agricultores familiares em cooperativas para resistir ao avanço tecnológico e econômico dos grandes produtores é uma das maiores provas de que a união entre um grupo de pessoas com os mesmos interesses pode trazer resultados excelentes.

2. Solidariedade

Essa proximidade entre os produtores, destacada no item acima, não é apenas por conveniência econômica. Os pequenos agricultores costumam colaborar entre si sem a expectativa de compensação financeira, trocando experiências quanto às boas práticas agrícolas.

3. Tradição

Uma família que faz o seu trabalho há gerações está constantemente melhorando e, como o aprendizado em um trabalho artesanal é mais rápido, a entrega costuma ser de qualidade. É o grande valor da tradição.

4. Educação

Os ensinamentos passam de pai para filho. Mesmo que os mais jovens não sigam a tradição da família, vão crescer sabendo exatamente de onde vêm e como é produzida a comida que está na sua mesa.

5. Sustentabilidade

Geralmente, pequenos agricultores vendem a maior parte de seus produtos dentro do próprio município, prática sustentável porque evita o alto consumo de combustível para o transporte dos alimentos. Além disso, a agricultura familiar preza pela agrodiversidade, outra prática positiva para o meio ambiente.

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