• Recursos humanos
  • 23.08.2017
  • Por Meu Agronegócio

Conheça os principais desafios da gestão de pessoas no agronegócio

gestão de pessoas no agro

Com o constante avanço da automatização do trabalho rural, o plantio e colheita obviamente não mobilizam mais tanta gente quanto em outros tempo. Isso não quer dizer que a gestão de pessoas no agronegócio tenha deixado de ser relevante. Na verdade, talvez a sua importância tenha apenas aumentado.

Afinal, já passamos do tempo em que os trabalhadores rurais tinham pouco estudo ou eram analfabetos e a única capacidade exigida era força e resistência física. O trabalho no campo não é mais tão braçal, e saber lidar com a tecnologia é pré-requisito em muitas posições profissionais no setor.

O que o profissional precisa ter

Álvaro Luiz Dilli Gonçalves, diretor de recursos humanos e sustentabilidade da SLC Agrícola, destaca o avanço nas máquinas agrícolas, sistemas de georreferenciamento, informações de rendimento e tecnologias de otimização de recursos como questões que impactam na contratação e desenvolvimento de pessoas.

Por conta disso, a escolaridade do profissional de uma fazenda é hoje muito importante. “Não vamos imaginar que a pessoa que estudou apenas até a quarta série do ensino primário possa ter condições de operar uma máquina de última geração, com computador de bordo, que precisa de uma pessoa que tire dela o máximo de desempenho possível”, problematiza Gonçalves.

A complexidade da gestão de pessoas no agronegócio reside no fato de que não basta apenas procurar um profissional com os requisitos desejados e contratá-lo. Na verdade, o trabalho envolve atrair, desenvolver, capacitar e ir os profissionais. Assim, forma-se um plano de desenvolvimento, uma carreira para o trabalhador.

Como o profissional desejado não é desenvolvido da noite para o dia, é necessário ter um bom planejamento e processos bem definidos. “Para os recursos humanos, um dos grandes desafios é prever o que vai acontecer no futuro. Qual o nível de educação que será aceitável receber na sua empresa?”, questiona Álvaro Gonçalves.

A SLC, por exemplo, acompanha escolas de nível médio e técnicas agrícolas para selecionar mão de obra. Os jovens começam com um estágio, que é um processo de aprendizado. “O estágio também serve para sentir se no futuro a pessoa pode se tornar uma boa operadora, coordenadora de produção ou até gerente de fazenda, por exemplo”, conta Gonçalves.

Gestão de pessoas no agro é diferente?

No final, não há tanta diferença assim entre uma fazenda e um restaurante, uma firma de advogados ou qualquer outra companhia. Qualquer empresa começa com um modelo de negócio que, para dar certo, depende de pessoas engajadas em um mesmo propósito.

Enquanto o profissional deve se preocupar com a sua formação educacional, que envolve cursos superiores e de pós-graduação, a empresa deve contribuir com a capacitação comportamental, para que os colaboradores entendam mais sobre o relacionamento interno, segurança do trabalho, programas de qualidade e outras questões.

Para a formação de lideranças em uma empresa do agronegócio, até programas de trainee podem ser utilizados. No trainee, um estudante que está na reta final do curso superior é treinado para assumir um cargo de gestão.

Ainda tem dúvidas sobre a gestão de pessoas no agronegócio? Deixe um comentário abaixo. Se você gostou do artigo, compartilhe o conteúdo nas redes sociais.