• Defensivos agrícolas
  • Sudeste
  • 26.09.2017
  • Por Meu Agronegócio

Conheça os principais pesticidas e suas características

pesticidas

Substâncias capazes de eliminar pestes. Os pesticidas são simplesmente isso. Esses produtos também são conhecidos por nomes ligeiramente próximos, como praguicida, defensivo – que faz alusão à defesa ou resistência a ataques –, e agroquímico – que inclui os produtos de base química usados para proteger as plantações.

A importância dos pesticidas como ferramenta de controle e proteção das lavouras é reconhecido na agricultura atual. Usados com cuidado e rigor técnico, trazem benefícios para produtores e consumidores, apresentando baixo risco também ao meio ambiente. Não necessariamente venenosos, em geral os pesticidas são tóxicos e podem abarcar agentes biológicos.

Entre uma infinidade de produtos registrados, três categorias que se sobressaem: herbicidas, inseticidas e fungicidas – classificados conforme a praga que combatem. Neste artigo, vamos conhecer um pouco mais sobre os três principais tipos de pesticidas citados acima.

Fungicidas

Usados nas plantações para destruir os fungos que atacam as cultivares – ou inibir seu ataque. Bastante comum nas culturas convencionais, os fungicidas sintéticos são perigosos para os seres humanos, animais e meio ambiente devido ao seu grande potencial toxicológico. Por isso, recomenda-se muito cuidado com seu manuseio, e acompanhamento técnico.

Herbicidas

Produtos usados na agricultura para o controle das chamadas ervas daninhas, que se proliferam junto às plantações e competem com a cultura principal por nutrientes, água e luz, assim reduzindo a produtividade da safra. Destacam-se o custo reduzido e a rapidez para ação com herbicidas. Sintéticos ou naturais, todos esses produtos apresentam risco tóxico para seres humanos.

Inseticidas

Por seu uso variado – tanto em residências quanto em indústrias e na agricultura – os inseticidas são a classe mais conhecida de pesticidas. Eles são usados no combate a insetos em geral, combatendo-os principalmente desde suas fases iniciais – larvas e ovos.

Toxicidade

Na legislação brasileira, os agroquímicos registrados estão divididos em quatro classes. Isso se dá em razão do risco de intoxicação que representam para os seres humanos. Essa aferição é feita com base nos valores de doses letais (DL50) de cada produto. O DL50 representa a dose necessária para matar, em condições experimentais, 50% dos animais em um teste.

A identificação é feita no rótulo de todos os agrotóxicos com faixas de diferentes cores: vermelho vivo (classe I – extremamente tóxico); amarelo intenso (classe II – altamente tóxico); azul intenso (classe III – medianamente tóxico) e, por fim, verde intenso (classe IV – pouco tóxico).

Origem dos pesticidas

Os defensivos também são categorizados pela origem dos elementos utilizados em sua composição. Eles podem ser orgânicos – fabricados por meio de síntese ou de extração de vegetais – ou inorgânicos.

Orgânicos sintéticos e vegetais

Os obtidos a partir da manipulação de substâncias extraídas de vegetais têm como base nicotina, piretrina, sabadina e rotenona. Já os sintetizados, a partir de carbamatos (nitrogenados), clorados, fosforados e clorofosforados. A maior parte dos praguicidas são orgânicos sintéticos, tendo a maior atividade fisiológica.

Inorgânicos

Também denominados organometálicos, são quase na totalidade extremamente tóxicos para mamíferos em relação às dosagens para efeito pesticida. São obtidos dos seguintes elementos: arsênio, bário, cádmio, chumbo, cobre, fósforo, mercúrio, nitrogênio, selênio, tálio e zinco.

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