• Pragas
  • 15.12.2016
  • Por Meu Agronegócio

Controle biológico de pragas: perspectivas de crescimento

Controle biológico de pragas

Os investimentos no controle biológico de pragas devem ganhar cada vez mais força no agronegócio, na medida que a preocupação em utilizar práticas cada vez mais sustentáveis e seguras à saúde humana só aumenta. Para que essa tendência se confirme, as empresas desenvolvedoras dos agentes biológicos formam um setor unido e ativo.

A conferência Biocontrol Latam 2016, que ocorreu entre 15 e 17 de novembro em Campinas, é um exemplo. Organizado pela New AG International (editora especializada em publicações sobre tecnologia aplicada à agricultura), co-organizado pela Associação Internacional de Fabricantes de Biocontrole (IBMA) e apoiado pela Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABCBio), o evento reuniu centenas de consultores, especialistas e representantes de empresas do segmento.

Além da organização da iniciativa privada, o controle biológico de pragas conta com atenção especial de órgãos públicos. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por exemplo, agiliza a transferência dos conhecimentos e tecnologias gerados na área de controle biológico ao setor produtivo, iniciativa que ficou evidente com a criação do Portfólio Corporativo de Controle Biológico em 2013.

A capacitação profissional também é uma meta do órgão. Entre os dias 5 e 16 de dezembro, a Embrapa promove o 20º Curso de Controle Biológico de Pragas. São 15 vagas, destinadas a estudantes de pós-graduação e profissionais de áreas como agronomia e biologia. O objetivo é capacitá-los quanto às práticas de biocontrole e sua aplicação contra pragas agrícolas e insetos vetores de doenças tropicais.

Perspectivas para o setor

Levantamento feito pela CPL Business Consultants mostrou que, entre 2011 e 2014, o mercado mundial de produtos biológicos destinados à agricultura cresceu em média 15,3% ao ano. De acordo com conteúdo especial da ABCBio, publicado na edição de setembro da Agroanalysis, revista de agronegócio da Fundação Getúlio Vargas, (FGV), a expectativa é que, no Brasil, essa curva seja mantida e ampliada, chegando a um crescimento de até 20% ao ano.

Hoje, os agentes biológicos representam apenas 1% a 2% da fatia de mercado do controle de praga, dominada pelos agroquímicos. Para aumentar o percentual, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) prioriza os produtos biológicos na sua lista de análise de pedidos. Reduzindo o tempo de espera para a regularização, a sua expansão no mercado é favorecida.

Entenda o controle biológico de pragas

Um agente biológico de controle é um organismo vivo, que pode ser de ocorrência natural ou obtido por manipulação genética. O conceito é simples: todas as espécies de plantas e animais têm inimigos naturais, portanto, em vez de usar componentes químicos para combater as pragas, sejam elas insetos ou ervas daninhas, aplica-se as espécies inimigas para controlar a sua população.

O controle biológico de pragas pode ser feito através de parasitoides (que evitam a reprodução do hospedeiro), predadores (que buscam ativamente e matam suas presas) ou patógenos (organismos microscópicos que causam doenças no seu hospedeiro).

Na comparação com defensivos agrícolas químicos, os agentes biológicos não contaminam o solo e não causam risco de intoxicação.

Você concorda que investir no desenvolvimento de soluções desse tipo é uma boa ideia para chegar a um agronegócio mais sustentável? Deixe um comentário abaixo com a sua opinião.