• cursos de agronegócio
  • 29.10.2016
  • Por Meu Agronegócio

Cursos de agronegócio qualificam a rotina no campo

A condução da fazenda é cercada de desafios. Gestão de custos e de pessoas, relações comerciais com fornecedores e indústrias, cálculos de produtividade e lucratividade – todas tarefas comuns à propriedade rural e que exigem atualização e qualificação profissional. Uma boa alternativa para dominar essas rotinas é recorrer a cursos de agronegócio de nível técnico.

Cursos de agronegócio: por que apostar neles?

 

Entre os cursos de agronegócio, aqueles relacionados à gestão da propriedade ganham destaque, pois permitem aliar a teoria à prática na condução da fazenda. Mas não é apenas na lavoura que a qualificação abre possibilidades. Veja a seguir duas boas razões para apostar na aprendizagem.

1. Para se tornar um profissional do campo

 

Quem já trabalha no agronegócio ou pretende atuar na área precisa se qualificar para se tornar um profissional mais completo. A formação técnica tem justamente esse caráter, dado o seu conteúdo profissionalizante, destaca Maria Cristina Ferreira, coordenadora de Educação Formal do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

 

No currículo do curso técnico à distância oferecido pela entidade, estão aulas de administração, contabilidade rural, gestão de custos e também técnicas de produção vegetal e animal, por exemplo. “É a fazenda sendo vista como uma empresa rural”, afirma.

2. Para se diferenciar no mercado

 

Ao adquirir conhecimentos que tornam o profissional do campo mais completo, ele se habilita a encarar o mercado de trabalho em melhores condições e abre novas portas. Além da propriedade rural, o aluno formado pode atuar também em agroindústrias e empresas comerciais, por exemplo.

 

No curso de nível técnico, ele adquire a capacidade de fazer análise de dados, organização das informações e trabalhar com planilhas que podem ajudar na tomada de decisões. Essa expertise em gerenciamento amplia as suas possibilidades, já que indica a recrutadores quão qualificado ele está.

 

A quem a qualificação se destina

 

Cursos técnicos são uma boa opção para quem deseja ingressar no mercado e também para qualificar sua atividade. No Senar, os alunos têm em média 17 a 35 anos, todos já formados no nível médio (a conclusão é pré-requisito). Segundo Maria Cristina, 52% deles concluíram o Ensino Médio nos últimos dez anos.

 

Outra característica desse tipo de qualificação é que, entre os estudantes, há até graduados e pós-graduados, muitos deles recorrendo à aprendizagem justamente pelo caráter de profissionalização que ela traz, aliando a teoria à prática. “Subentende-se que as pessoas que saem do curso técnico terão uma capacidade crítica de tomada de decisões”, considera.

 

Ainda no perfil do aluno, Maria Cristina destaca tratar-se de uma nova geração de agricultores, com algum vínculo histórico ou familiar com o campo.

 

Mas não há restrições: desde alunos com 60 anos até jovens em comunidades ribeirinhas (como o caso de um rapaz que viaja seis horas de barco no Pará para chegar ao polo de apoio presencial), a qualificação conquista alunos – em dois anos de existência, o curso técnico em Agronegócio do Senar já alcança 6 mil estudantes.

Desafios dos cursos no agronegócio

 

Para que os cursos no agronegócio avancem no Brasil, alguns desafios precisam ser vencidos. O primeiro deles é alcançar o produtor rural distante dos grandes centros. Segundo Maria Cristina, ao considerar essa particularidade, o Senar propôs uma qualificação à distância, disponível a alunos de todo o país.

 

Para vencer uma possível limitação no acesso à internet, foi utilizada uma plataforma de baixa exigência de banda, permitindo ingresso no sistema virtual mesmo com conexões lentas e através de dispositivos móveis. A estratégia contempla ainda uma apostila impressa e material em vídeo-aula.

 

Já outro obstáculo estaria na resistência do produtor rural que, por nunca ter precisado estudar o agronegócio, encontrasse dificuldade em entender as vantagens do ensino. Conforme a coordenadora do Senar, os atuais alunos demonstram consciência de que a formação trará um diferencial. O desafio, no entanto, é que mais pessoas do campo possam ter essa visão.