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  • Sudeste
  • 26.09.2017
  • Por Meu Agronegócio

Desinsetização e controle biológico: conheça as melhores práticas

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Embora ataquem “inimigos” comuns, a desinsetização e o controle biológico expressam conceitos diferentes quanto à atuação contra insetos e populações de pragas em geral. Neste artigo, veremos a descrição de cada um deles e aplicações para a agropecuária.

Conceito da desinsetização

Conforme empresas atuantes no mercado, a desinsetização é a evolução do conceito conhecido anteriormente como dedetização – ou também detetização. Essas nomenclaturas advinham do DDT (dicloro-difenil-tricloroetano), primeiro pesticida moderno, muito usado a partir da década de 1940.

A desinsetização (ou desinfetação) com pesticidas, iscas, armadilhas e venenos permitidos por lei é uma ação que busca eliminar pragas rasteiras e voadoras – pulgas, formigas, moscas, mosquitos e pernilongos, aranhas, escorpiões, baratas e traças.

No entanto, a desinsetização não se encarrega de compreender os motivos da infestação combatida. Resumindo: ela é uma ação paliativa, já que não promove a prevenção para ataques posteriores

Controle químico

A desinsetização, a grosso modo, é o controle químico de infestações. Podendo ser sintéticos ou naturais, os inseticidas frequentemente são necessários. Mesmo agentes químicos naturais, como alcalóides, podem ser altamente tóxicos para pessoas e meio ambiente.

Por isso, a escolha e a aplicação do produto deve ser cuidadosa, feita ou orientada por técnico especializado. O profissional aplicará os conhecimentos químicos e biológicos sobre a praga, as cultivares atacadas e o local da infestação.

O controle químico será iniciado após tentativas iniciais por meio de controle biológico. Outro ponto importante a ser observado pelo técnico é o efeito do inseticida sobre os inimigos naturais da praga.

Controle biológico

Por sua vez, o controle biológico é uma medida conjunta de uma prática mais moderna, que é o manejo integrado de pragas – utilizando não somente agentes químicos, mas plantas e outros insetos e animais que sejam inimigos naturais das espécies infestantes.

Especificamente, o controle biológico é definido como o uso de organismos vivos para suprimir a população de uma praga, tornando-a menos abundante ou menos danosa. Conforme a Embrapa, praga, nessa definição, é qualquer espécie, linhagem ou biótipo de planta, animal ou agente patogênico, daninho ou potencialmente daninho para os vegetais ou animais.

Nessa forma de atuação, são utilizadas de técnicas de manejo que favoreçam a ação dos agentes de controle biológico – insetos benéficos, predadores, parasitóides e microrganismos como fungos, vírus e bactérias com potencial patogênico sobre insetos praga. Eles tanto podem ser de ocorrência natural na região de plantio como exóticos – trazidos de outros países.

Ainda subutilizados no Brasil, projeções mercadológicas apontam um cenário crescente para os produtos destinados ao controle biológico de pragas. Com a formação de profissionais, implantação de cultura de utilização e políticas públicas visando a redução de danos ao meio ambiente, o uso do método deve ser ampliado nos próximos anos.

Pesquisas desenvolvidas avaliam o potencial patogênico, a capacidade de causar doença nos organismos-alvo – aqueles que causam danos às lavouras agrícolas – e também sobre os organismos não-alvo – outros insetos, animais e seres humanos.

Assim, o controle biológico acaba sendo uma solução mais sustentável que a desinsetização, não causando danos à saúde humana, de animais e ao meio ambiente.

Você compreendeu o conceito de desinsetização e a diferença em relação ao manejo integrado e o controle biológico? Compartilhe o artigo para disseminar as informações. Ainda tem dúvidas? Comente em nossa seção de comentários.