• Algodão
  • 23.08.2017
  • Por Meu Agronegócio

Entenda a evolução da colheitadeira de algodão e seu impacto na produtividade da cultura

colheitadeira de algodão

A árdua colheita de algodão pelos escravos do sul dos Estados Unidos é uma imagem tão conhecida que inspirou até uma produção vencedora do Oscar de Melhor Filme em 2014: 12 Anos de Escravidão. A escravidão naquele país terminou em 1863, mas a colheita do produto continuou sendo manual até a invenção da colheitadeira de algodão.

Ela foi criada em 1943, pela empresa americana International Harvester (hoje Navistar International). Atualmente, todos os grandes produtores de algodão do mundo automatizam a colheita com máquinas agrícolas – incluindo, é claro, o Brasil, onde a produção se concentra principalmente no Mato Grosso, Bahia e Goiás.

Evolução da colheitadeira de algodão

Por muito tempo, o algodão foi o principal produto agrícola dos Estados Unidos. Por conta disso, inventores americanos empenharam muito esforço para desenvolver colhedoras que tornassem o trabalho mais rápido, eficiente e barato.

O primeiro que teve algum destaque foi John Rust, que, antes da International Harvester, criou uma máquina no final dos anos 1930. O protótipo, no entanto, era caro, pouco confiável e propenso a quebrar, de modo que nunca teve viabilidade comercial e teve poucos exemplares.

A colheitadeira de algodão da International Harvester começou a ganhar destaque comercial em 1944, um ano depois de sua invenção. Mesmo longe da produtividade das máquinas de hoje, ela já era capaz de substituir o trabalho de 40 homens.

A primeira máquina colhia apenas uma fileira de algodão por vez, mas a partir dos anos 1950 os modelos já eram capazes de colher múltiplas fileiras por vez, e passaram a contar com compartimentos mais adequados para o armazenamento do produto colhido.

Nos anos 1980, a John Deere, outra fabricante americana, passou a promover incríveis evoluções na tecnologia de sua colheitadeira de algodão. Até hoje, a marca protagoniza as principais inovações no segmento.

Atualmente, trabalha com a colhedora CP690, que traz como grande novidade o sistema de enfardamento cilíndrico, que reduz ainda mais os custos operacionais. Isso quer dizer que a própria máquina envelopa a produção – desse modo, não há necessidade de outros equipamentos para realizar esse trabalho.

Produção de algodão no Brasil

Para se consolidar como um grande produtor, a colheitadeira de algodão é fundamental no Brasil. Além da maior rapidez e economia com mão de obra, o equipamento proporciona melhor qualidade no produto, pois o algodão colhido tem um teor de impurezas menor.

Atualmente, o Brasil é o quinto maior produtor de algodão do mundo. Na safra 2015/2016, foi colhido 1,285 milhão de toneladas. O país está atrás da Índia (5,75 milhões de toneladas), China (4,8 milhões), Estados Unidos (2,8 milhões) e Paquistão (1,524 milhão).

Além de destinar boa parte da produção para a exportação, o algodão brasileiro serve de matéria-prima para a indústria têxtil e também é usado na produção de biodiesel e óleo de cozinha.

Gostou de conhecer a história da evolução da colheitadeira de algodão? Se você tem alguma dúvida ou comentário, deixe um comentário abaixo.