• Fazendo história: Liana Baggio
  • 11.11.2016
  • Por Meu Agronegócio

Liana Baggio moderniza tradição familiar no plantio de café

Liana Baggio

Para muitos brasileiros, o dia só começa depois de uma boa xícara de café. Apesar de esse ser um grande mercado consumidor, muitos cafeicultores vendem sua produção a grandes marcas, mantendo-se distantes do consumidor final. A família de Liana Baggio fazia exatamente isso, até que ela teve a ideia de inovar.

Em fazendas espalhadas por São Paulo, Paraná e sul de Minas Gerais, os Baggio produzem mais de 15 mil sacas de café por ano. “A família sempre foi conhecida pelas lavouras de café. Em 2006, montamos uma pequena torrefação para torrar grãos selecionados e oferecer aos consumidores uma bebida realmente gourmet”, explica Liana.

Mas o seu espírito empreendedor e inovador foi além, com a criação da linha de cafés aromatizados, que até então não existiam no Brasil. “Foi bastante desafiador para nós, e muitos acharam que seria um péssimo negócio. Hoje, depois de 10 anos, somos conhecidos por esta linha, que representa aproximadamente 20% de nossa produção”, revela.

A inspiração veio de um cliente parceiro, que comprava os grãos em estado verde e produzia uma quantidade enorme de sabores aromatizados, que “os americanos adoravam”. A partir daí, a família aprendeu o processo e ajustou a novidade ao gosto brasileiro, sempre prezando pela qualidade do café e do aroma.

O tradicional encontrou ainda mais campo para o moderno a partir da Baggio Caps, linha de café gourmet em cápsulas compatíveis com as máquinas Nespresso. Há cápsulas de café premium, intenso, suave e clássico.

Entre os cafés aromatizados, os sabores são Chocolate com Menta, Caramelo, Amaretto e Chocolate Trufado. Já a linha Baggio Gourmet tem os cafés Gourmet Espresso (mogiana paulista e sul de Minas Gerais), Bourbon (sul de Minas Gerais), Fatto (mogiana paulista), Gran Reserva (cerrado mineiro) e Caffe.com (mogiana paulista).

Tradição Baggio

A tradição da família Baggio no café começou em 1886, quando chegaram ao brasil para trabalhar nas lavouras do estado de São Paulo em substituição à mão de obra escrava. “Meu bisavô Salvatore Baggio, muito trabalhador, inteligente e econômico, conseguiu com seu trabalho e de seus 10 filhos comprar um sítio em Pirassununga no final do século 19”, conta Liana Baggio.

Em 1916, Salvatore adquiriu uma grande fazenda de café em Araras – até hoje de posse da família –, onde nasceram muitos Baggio, inclusive Liana. Exatamente um século depois, a marca vai muito além do setor primário, desenvolvendo um produto de alto valor agregado, para paladares apurados.

Qualidade e inovação

Liana Baggio, fundadora e diretora da empresa, conta que os pilares da Baggio Café são a qualidade, inovação e bom atendimento, e assim pretende continuar, mesmo em tempos mais complicados como os atuais. “Aliás, nesses momentos surgem muitas ideias. Logo teremos um novo lançamento na linha de cafés”, antecipa.

Com seu espírito empreendedor, Liana encontrou um nicho de mercado pouco explorado, mudou o modelo de negócio da empresa e hoje vende para o consumidor final. Um modelo que pode servir de inspiração para quem não quer mais depender do preço do dólar e de recordes de produtividade na lavoura para ter uma boa receita.

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