• Máquinas no campo
  • 15.12.2016
  • Por Meu Agronegócio

Conheça os próximos passos da mecanização agrícola

Mecanização agrícola

A partir da revolução industrial e do desenvolvimento da indústria automobilística, muitas das novas tecnologias surgidas começaram a ser adaptadas para aplicação em outros setores. Assim começou a mecanização agrícola, que avançou possibilitando produções cada vez maiores. Hoje, uma máquina substitui o trabalho que muitos homens e animais desempenhavam no passado.

Movidos a diesel e com grande potência, os equipamentos facilitam o plantio, aplicação de insumos, irrigação e colheita, tornando o trabalho muito mais eficiente. Essas máquinas seguem evoluindo, sempre mirando a precisão máxima na agricultura, ao mesmo tempo em que a segurança e ergonomia para o condutor são aprimorados.

Para se ter uma ideia de como o segmento das empresas que desenvolvem a mecanização agrícola é importante, a última edição da Exposição Internacional de Máquinas para a Agricultura e Jardinagem (Eima), realizada entre 9 e 13 de novembro em Bolonha, na Itália, reuniu 285 mil visitantes, de 140 países.

Tendências da mecanização agrícola

A mecanização agrícola já atingiu um nível bastante sofisticado, mas ainda tem o que avançar. Conheça, abaixo, quatro tendências da área que já estão sendo desenvolvidas no momento.

1. Tecnologia embarcada

As mais modernas máquinas agrícolas contam com uma série de funcionalidades que levam o nome de tecnologia embarcada. São sensores e painéis que permitem aumentar a precisão do trabalho, como piloto automático para padronizar a operação e controle eletrônico da aplicação de sementes, fertilizantes e defensivos.

Os sensores enviam os dados colhidos a sistemas que dão ao operador e ao produtor possibilidades de planejar com eficiência o mapa de plantio e fazer ajustes operacionais para melhorar a ação da máquina. São ações que diminuem os custos de manutenção e as perdas da lavoura.

2. Máquinas autônomas

Para superar a tecnologia embarcada, teremos máquinas tão modernas que sequer precisarão de operador, apenas alguém programando o percurso e a tarefa e enviando a ordem por meio de um dispositivo móvel. O objetivo principal não é diminuir a necessidade de mão de obra, mas sim tornar o trabalho ainda mais preciso.

Quem toma a dianteira no desenvolvimento dessa tecnologia é a fabricante americana Case, que apresentou, na feira Farm Progress Show, em setembro, o seu modelo de trator autônomo. Trata-se de um veículo conceito do modelo Magnum, que você pode conhecer nesse vídeo de apresentação divulgado pela empresa.

3. Drones

Os veículos aéreos não tripulados (VANTs), mais conhecidos como drones, estão se disseminando rapidamente no campo. Sua principal utilidade é no sensoriamento remoto e monitoramento do terreno, dispensando a utilização de veículos tripulados e imagens de satélite. Mas as grandes sensações são os modelos que permitem pulverizações localizadas.

4. Menos poluição

De acordo com o estabelecido na Resolução 433/2011 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), máquinas agrícolas e rodoviárias serão enquadradas no Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve).

Assim, a partir de janeiro de 2017, todos os motores destinados a máquinas agrícolas novas, com potência maior que 75 kW, devem atender aos limites de poluição estabelecidos na resolução. Motores com potência entre 19kW e 75kW devem atender à exigência até janeiro de 2019.

Sabe de alguma tendência da mecanização agrícola que esquecemos de mencionar? Deixe um comentário abaixo e contribua com o artigo.