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  • 26.09.2017
  • Por Meu Agronegócio

Os drones e os avanços na legislação

drones

Em maio de 2017, foi publicada Diário Oficial da União uma regulamentação especial para a utilização de veículos aéreos não tripulados (VANTs) – os drones, como popularmente conhecidos. O regulamento foi aprovado pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Entre as principais disposições, drones com mais de 25 kg ou que voem acima de 400 pés (cerca de 121 metros) deverão ser operados por pilotos habilitados. Fica proibido que os VANTs sobrevoem pessoas a distâncias menores que 30 metros – salvo autorização destas ou no caso de operação de órgãos de segurança.

Pioneirismo

Conforme o diretor da Skydrones, Daniel Bandeira, o regramento recente é uma importante mudança para o setor. “Em 2012, nossa empresa montou uma proposta de legislação e enviou à ANAC, porque já entendia da necessidade da regulamentação para os drones.”

A SkyDrones começou sua história em 2008, quando seus sócios perceberam o grande potencial no futuro mercado dos VANTs para captação de imagens e dados de pontos estratégicos ou de difícil acesso.

“Atualmente, temos alianças estratégicas com empresas da Alemanha, Coreia do Sul, Estados Unidos, Suíça e China, garantindo um intercâmbio de tecnologias e constante atualização de nosso hardware e software”, conta Daniel.

Reconhecimento

O diretor da Skydrones lembra que a empresa gaúcha é reconhecida pela ANAC como a única no Brasil a contribuir para a construção da regulamentação do setor – pela proposição enviada ainda em 2012.

“Temos prêmios de design por nossos produtos e a confiança da Embrapa e de dezenas de clientes das áreas de agricultura, energia, mineração, construção e mapeamento, o que faz da SkyDrones uma das líderes do mercado latino americano de soluções em veículos aéreos remotamente pilotados.”

Os drones e o agronegócio

A regulamentação fornece segurança jurídica para que os drones possam ser utilizados em grande escala. “Até então, quem usava a tecnologia eram pequenos prestadores de serviço ou grandes empresas apenas em caráter experimental ou projetos-piloto. Agora, as empresas do agronegócio estão partindo para projetos maiores”, revela Daniel.

Entretanto, como a legislação demorou a ser regulamentada, não previu diversos avanços tecnológicos recentes, como na pulverização, de acordo com Bandeira. “Os drones voam baixo e não oferecem risco à navegação aérea, mas acabaram prejudicados pela limitação no peso máximo de decolagem vigente.”

Com 60 milhões de hectares ocupados pela agropecuária, o uso dos veículos aéreos não tripulados têm enorme potencial de crescimento junto ao agronegócio brasileiro, aponta o diretor da Skydrones.

“VANTs podem atuar tanto na aplicação, como pulverizadores, quanto na gestão da fazenda, com o uso de imagem. As aplicações são diversas e servem para tornar mais eficiente e racional o uso de recursos.”

Verificar se o equipamento ou o prestador de serviço atendem à legislação, assim como a própria qualificação do operador, são detalhes importantes, alerta Daniel Bandeira. “O VANT é uma ferramenta e precisa de profissional qualificado para se obter bom resultado. A presença de engenheiro agrimensor, agrônomo ou outra profissão correlata é essencial.”

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