• Tomate
  • Nordeste
  • 26.09.2017
  • Por Meu Agronegócio

Passo a passo para a plantação de tomate

plantação de tomate

O tomate é a hortaliça com cadeia produtiva mais importante no Brasil. Conforme estudo de 2016, R$ 10 bilhões são movimentados no mercado varejista do país com base na produção do fruto. São R$ 400 milhões em massa salarial criada no campo. Confira os dados e dicas a seguir sobre a plantação de tomate e entre nesse mercado.

As cultivares mais comuns são as do tipo salada longa vida, santa cruz, italiano, tomate-caqui, tomate-cereja, os redondo achatados, entre outros. Elas se diferenciam conforme a finalidade – “de mesa” ou para uso industrial –, além de tamanho, formato, coloração e sabor.

Cultivo

O período mais recomendado para a plantação na região Nordeste – alto, médio e submédio São Francisco – é de março a meados de junho, quando as chuvas são mais escassas e a temperatura mais amena. A traça-do-tomateiro pode atacar plantações tardias. Já na região de Pesqueira (PE), o final desse período é adiantado para os últimos dias de abril.

O plantio pode ser realizado entre a segunda quinzena de fevereiro até meados de junho na região Centro-Oeste. Com a produção de mudas em ambiente protegido para transplante posterior, pode-se antecipar o início desta etapa.

Em São Paulo, especificamente na região oeste do estado, recomenda-se o plantio entre fevereiro e meados de junho. Plantios realizados em janeiro podem sofrer com excesso de chuvas e ocorrências da mancha-bacteriana. Já plantios tardios estão suscetíveis também a chuvas e ataques da traça-do-tomateiro.

As temperaturas ideias para a plantação de tomate são de 19 a 24 ºC no período diurno e de 15 a 19 ºC à noite – embora os frutos também se desenvolvam tanto em zonas tropicais de altitude como nas faixas subtropicais temperadas.

O estresse pluvial pode limitar o rendimento da plantação de tomate – mesmo que a planta exija grande quantidade de água. Alta umidade e muitas chuvas favorecem a ocorrência de doenças, exigindo a pulverização de agrotóxicos. Água em excesso, seja por chuvas ou irrigação, também prejudica a qualidade dos frutos.

Formas de plantio

O sistema de transplante tem como vantagens o menor gasto de sementes; menor tempo de permanência da planta no campo; redução das despesas com irrigações e pulverizações; e redução dos níveis de infecção precoce. A utilização de cultivares híbridas também foi possibilitada pelo transplante de mudas. Utilizam-se fileiras com distância entre 1 e 1,2 m e 42 mil a 50 mil plantas/ha.

O plantio direto na palha consiste em plantar sementes ou transplantar mudas sem o preparo do solo com aração e gradagem, mantendo a palha da cultura anterior. Esta, por sua vez, protege o solo contra a chuva e a irrigação por aspersão. Também auxilia no controle de plantas daninhas e cria um ambiente favorável ao desenvolvimento radicular do tomateiro.

Na semeadura direta, faz-se uma ou duas gradagens em fileiras simples, seguidas por encanteiramento, sulcagem, adubação e semeadura. Não há necessidade de levantamento de canteiros em terras de tipo leve e bem drenadas.

No caso de plantio em fileiras duplas, recomenda-se o uso de rotoencanteirador com enxada rotativa. Nos canteiros, a semeadura é feita com semeadeira-adubadeira, dispensando gradagem.

Cuidados com a plantação de tomate

Alguns tomateiros necessitam tutoramento com varas de bambu ou madeira para garantir seu pleno desenvolvimento. Algumas cultivares necessitam apenas de fitilhos. Essas, em casos de tomates de mesa. As variedades para processamento industrial geralmente são rasteiras, ficando em contato com o solo ou cobertura (vegetal ou plástica).

A colheita do tomate acontece por volta de 90 e 100 dias após o transplante das mudas para o terreno definitivo. O fruto não precisa necessariamente estar maduro para a colheita, uma vez que continua o ciclo de amadurecimento mesmo fora do tomateiro.

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