• Meteorologia
  • 23.08.2017
  • Por Meu Agronegócio

Perspectivas do clima para as culturas de grãos na safra 2017/2018

clima-culturas

Todo mundo sabe que o clima é decisivo para o sucesso em todas as culturas agrícolas que possuem uma grande área plantada. É justamente por conta das variações climáticas que acontecem de uma estação para a outra que há épocas ideais para o plantio e colheita em cada região.

No caso da soja, principal produto agrícola brasileiro, o plantio no cerrado brasileiro inicia na primavera – quando o sol atinge os hemisférios sul e norte de maneira igual e há ofertas  regulares de chuva – e colhida no final do verão. Mas será que na primavera vindoura os produtores encontrarão as condições ideais para começar a plantar?

Menos chuvas devem atrasar o produtor

Você sabe que, quando falamos em clima, estamos nos referindo a um padrão de condições atmosféricas encontrados em uma região. Não podemos dizer que “hoje o clima está bom”, porque ele se refere a um contexto maior do que de apenas um dia. Mas isso não significa que o clima seja inalterável.

A média de chuvas em um ano, por exemplo, não será igual à do ano anterior, assim como as temperaturas, índices de umidade e por aí vai. É por isso que a meteorologia é uma ciência muito importante para o planejamento das culturas, pois com ela é possível definir cenários possíveis e se preparar para enfrentá-los.

Então qual é a perspectiva que as previsões nos trazem? Segundo Celso Oliveira, meteorologista da Somar Meteorologia, já se trabalha com a ideia de menos chuvas para o plantio da safra 2017/2018. “O quanto que isso pode atrapalhar na safra acho que ainda é cedo para a gente afirmar”, pondera.

Para Oliveira, uma estação com menos chuva não significa que haverá necessariamente uma diminuição na produção, mas sim um atraso na plantação. A consequência é mais sentida por quem trabalha com a soja precoce, visando a segunda safra. “A safrinha acabará atrasando, resultando em um maior risco de pegar a estiagem de outono e inverno, pois você joga a cultura muito para o período seco”, explica o meteorologista.

O ideal, salienta Oliveira, seria chover com uma certa frequência ainda antes de 15 de setembro, quando termina o vazio sanitário – período em que o produtor não pode ter plantas vivas de soja, visando evitar o fungo da ferrugem asiática.

2016 teve clima mais favorável

Na safra passada, o Brasil presenciou uma situação contrária, que proporcionou uma colheita recorde. “Tivemos chuvas regulares desde agosto, por isso os produtores plantaram bem, não houve corte e a produção foi boa”, lembra o meteorologista Celso Oliveira.

Em 2017, a expectativa é que, no Brasil central, a chuva só se regularize no final de setembro. No norte do Mato Grosso e em Goiás, apenas em meados de outubro. Mas o parecer de Oliveira é que esse cenário não é algo tão drástico.

“Olhando a projeção para Sinop e região, a chuva aparece atrasada em uma semana. É um atraso tolerável”, afirma o meteorologista. Desse modo, ele conclui que, na realidade, 2016 é que foi um ponto fora da reta quanto às questões climáticas.

Gostou do conteúdo? Então compartilhe a página nas redes sociais. Ainda tem dúvidas sobre como o clima afeta as culturas? Deixe um comentário abaixo.