• Milho
  • Centro-Oeste
  • 26.09.2017
  • Por Meu Agronegócio

Recomendações de controle e combate contra as pragas do milho

pragas do milho

As pragas agrícolas compreendem insetos e plantas capazes de causar danos à produção agrícola, afetando o rendimento e a qualidade dos seus produtos ou subprodutos. Pragas do milho como a lagarta-do-cartucho, larva-alfinete, percevejos, entre outras, causam uma série de prejuízos econômicos para produtores brasileiros.

Conheça um pouco mais sobre essas pragas do milho e boas práticas para controle e manejo das lavouras com as informações e dicas listadas abaixo, a partir de informações da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e dos pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo Israel Alexandre Pereira Filho e Emerson Borghi.

Principais pragas do milho

Lagarta-do-cartucho

Também conhecida como lagarta-militar, apresenta coloração variada, podendo ser parda, esverdeada e até preta. A espécie tem quatro máculas escuras no dorso do penúltimo segmento abdominal, que formam os vértices de um quadrado, facilitando seu reconhecimento.

As fêmeas põem até 2 mil ovos cada, sendo depositados de 150 a 200 unidades em cada postura em média. Seu ciclo biológico tem cerca de 25 dias, permitindo o desenvolvimento de várias gerações anuais. A lagarta-do-cartucho ataca gramíneas, leguminosas, solanáceas, crucíferas e plantas de outras famílias botânicas.

Para manejo desta, a principal entre as pragas do milho, recomenda-se ressecar antecipadamente a cobertura vegetal, aplicar inseticida em pré-semeadura em áreas infestadas, utilizar genótipos resistentes e tratar as sementes com inseticidas sistêmicos.

Caso seja necessária a aplicação de inseticida a posteriori no cultivo, deve-se preferir aqueles seletivos aos inimigos naturais – nesse caso, a “tesourinha” e algumas espécies de moscas e vespas.

Larva-alfinete

Outros nomes populares para a larva-alfinete em sua fase adulta são vaquinha, brasileirinho e patriota. O ciclo biológico da larva-alfinete acontece em aproximadamente 53 dias, tendo os períodos de ovo, larva e de pupa, 13, 23 e 17 dias, respectivamente.

Os espécimes têm o corpo e os élitros verdes, cada um com três máculas ovais de cor amarela. Os ovos têm coloração amarelada, sendo postos próximos da planta hospedeira, dando origem a larvas esbranquiçadas com a cabeça e o ápice do abdome marrom.

A população de adultos da espécie aumenta a partir de dezembro na região sul do país, tendo um pico populacional de fevereiro a março, o qual reduz em maio, tornando-se inexpressiva no inverno. Assim, os danos mais expressivos da larva-alfinete acontecem em lavouras semeadas tardiamente ou na segunda safra, a safrinha.

Aplicação de inseticidas granulados no solo durante a semeadura ou pulverização de caldas tóxicas no solo seguindo as linhas com plantas são recomendados. Pulverização após o ataque apresenta baixa eficácia. Os inimigos naturais da larva e tratamento das sementes com inseticidas sistêmicos têm-se mostrado insuficientes para o controle da praga.

Percevejos

O percevejo-do-milho, também conhecido como percevejo-bombachudo e percevejo-gaúcho, possui expansões nas pernas posteriores e tem cor marrom escura no corpo e máculas amareladas nas asas – essas dispostas transversalmente e em zigue-zague. Em parte do tórax, o percevejo-do-milho tem duas máculas amareladas em formato oval.

O ciclo biológico do inseto tem duração de 40 a 60 dias, dependendo das condições climáticas. Os ovos são de cor marrom, enfileirados sobre a planta, dos quais emergem ninfas alaranjadas que, inicialmente, permanecem agrupadas. Elas eclodem cerca de 9 dias após a postura, atingindo o estágio adulto em aproximadamente 30 dias.

O manejo desta espécie é dificultado pela inexistência de inseticidas registrados para seu controle e no custo da tecnologia para aplicação de defensivos por via aérea ou uso de pulverizadores autopropelidos. Os principais inimigos naturais do percevejo-do-milho são vespas parasitóides de ovos e moscas, que parasitam ninfas e adultos.

Controle de insetos

O avanço da biotecnologia e a criação do milho Bt – variedade geneticamente modificado para a produção de uma proteína tóxica para determinados grupos de insetos – facilitou o controle de lagartas na cultura do milho, tornando o seu manejo muito mais eficiente, e com melhor custo-benefício.

No entanto, o uso dessa tecnologia não isenta o agricultor de fazer o constante monitoramento, porque se a lavoura não atingiu o nível de controle esperado, deve-se entrar com aplicação de inseticida complementar. Essa prática visa o controle eficiente de pragas e a preservação da tecnologia Bt.

Manejo de doenças

O melhor manejo de doenças é o correto posicionamento de híbridos. O conhecimento do histórico de doenças de determinada região deve ser levado em conta na hora da escolha do híbrido.

Todos os materiais que vão para o mercado são avaliados quanto à suscetibilidade para as principais doenças de ocorrência na cultura. Com essas informações em mãos, deve-se posicionar híbridos mais defensivos nos locais com histórico frequente de doenças.

Controle de plantas daninhas

Entre as pragas do milho, também estão as plantas daninhas. Para evitá-las, deve ser mantida sempre a lavoura limpa durante o período crítico de competição, que se inicia entre V2-V3 – quando a planta apresenta de duas a três folhas desenvolvidas – e vai até V10 – a partir de dez folhas.

A escolha do produto mais eficiente para o espectro de plantas daninhas da área é fundamental para o sucesso da aplicação e deve ser orientada por técnico especializado. Aspectos importantes como interação com inseticidas ou adubos nitrogenados são considerados para evitar fitotoxidez, isto é, o prejuízo às plantas por algum químico.

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