• Startups
  • 23.08.2017
  • Por Meu Agronegócio

Qual a relação ideal entre startups e corporações no agronegócio?

startups e corporações

As startups se destacam por trazer uma nova forma de gerar ou agregar valor para um setor da economia. São instituições com agilidade de processos internos e foco na inovação. Já as grandes empresas de um setor têm margem de manobra e agilidade menores. Conciliar startups e corporações é um desafio no agronegócio.

Pelas diferenças de responsabilidade, nível de gerenciamento, compromissos financeiros e mesmo de cultura, é aparentemente inviável que empresas com décadas e décadas de história, centenas ou milhares de empregados, atuando em toda a cadeia produtiva, possam lidar com iniciativas jovens. Mas isso é só aparente.

Abaixo, vamos mostrar que grandes corporações, instituições privadas ou públicas, dialogam cada vez mais com essas iniciativas que trazem tecnologia a um setor. Afinal, encarar o desafio de manter índices crescentes de produtividade fica mais fácil com o apoio financeiro e de conhecimento.

Parcerias entre startups e corporações no agronegócio

AgTech Garage

Fundado por prestadores de serviço, pesquisadores e consultores reunidos em Piracicaba (SP), o AgTech tem como uma de suas diretrizes a união de quem está iniciando no mundo empresarial mas tem a tecnologia ao seu lado e quem traz uma longa bagagem de experiência no setor agro e precisa se atualizar com as formas modernas.

Segundo o grupo, existem diversos motivos para produtores e corporações se aproximarem das startups. Alguns deles são a velocidade acelerada da inovação, expansão para novos mercados, resolução de problemas complexos e rejuvenescimento de cultura.

Nesse cenário, surgem diversas opções para que essa aproximação aconteça. A AgTech proporciona uma abordagem em modo de testagem, com ambos os lados aprendendo de forma interativa. Isso até que a parceria cresça, quando estiver funcionando para as necessidades e expectativas de startups e corporações.

Entre as ações para conhecimento entre todos, estão encontros, palestras, debates e apresentação. Um grupo virtual com geração e curadoria de conteúdo. Materiais exclusivos atualizados constantemente. Equipe preparada para encontrar startups e corporações que estejam alinhadas e fazer a conexão (matchmaking).

Também são realizados programas de imersão estruturados, focados nas regiões e iniciativas mais avançadas em AgTech. O objetivo é construir e executar uma estratégia de ecossistema para que uma proposta de valor central se materialize.

Esalqtec

A Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP) é uma das maiores referências em pesquisa agropecuária do país. Lá, foi criada a Esalqtec, para fomentar a inovação no setor.

Com startups incubadas, uma série de parceiros, foi criada a AgTechValley, em Piracicaba (SP). O objetivo é tornar a região referência em AgTech – tecnologia aplicada ao agronegócio. Atualmente são 64 startups entre empresas associadas e incubadas.

Basf

Por meio de um programa de aceleração chamado AgroStart, a Basf, uma das principais empresas em pesquisa e desenvolvimento para o agronegócio – na América Latina é a líder –, se relaciona com as startups do meio agropecuário.

Além de mentoria, plano de negócio e investimento, a corporação pode, eventualmente, investir na empresa a partir de seu fundo próprio de investimento. Também pode estabelecer parcerias para busca de funding, compra ou distribuição dos seus produtos e serviços.

Ficou curioso para saber mais sobre a integração entre startups e corporações para o desenvolvimento do agronegócio? Comente abaixo. Se gostou do artigo, compartilhe o conteúdo em suas redes sociais.