• Colheita
  • Centro-Oeste
  • 26.09.2017
  • Por Meu Agronegócio

Terceirização da colheita vale a pena?

terceirização da colheita

A contratação de serviço externo para colher a produção agrícola é uma realidade cada vez mais comum nas propriedades rurais do país. Com experiência como diretor da JP Prestação de Serviços em Colheita de Algodão, há mais de uma década atuando no estado de Goiás, Edivaldo Pacheco dos Santos nos conta um pouco sobre a terceirização da colheita.

Planejamento

Edivaldo explica que o mais indicado é que o agricultor busque o serviço de terceirização da colheita com antecedência, no momento de planejamento da safra. “É importante contatar o prestador e, se confirmando o plantio, confeccionar contrato. Deixando para a última hora, pode ser difícil encontrar serviço, e os preços serão mais altos.”

Custos

No primeiro momento, o custo parece alto para quem contrata a terceirização da colheita, mas deve-se analisar caso a caso. Para um produtor rural tradicional, talvez a mescla entre colheita própria e terceirização seja o mais indicado. “Assim, o agricultor não fica dependente do prestador, nem fica ‘imobilizado’ pelo volume e custos de maquinário.”

“Sendo um produtor eventual, o melhor é contratar toda a colheita, pois você fica livre dos custos administrativos, operacionais, de manutenção e depreciação do maquinário, não ficando ‘amarrado’ à cultura”, compara o diretor da JP, que é técnico agrícola.

Terceirização da colheita do algodão

Os ganhos com a terceirização da colheita são satisfatórios para ambos os lados, de acordo com Edivaldo Pacheco, “desde que os parceiros estejam voltados cada um para seu foco de atuação”. “Enquanto um pensa em produzir, o outro ajusta as máquinas para colher os recursos que foram investidos – e multiplicaram – na terra.”

Colheita profissional como mercado

“Um mercado muito promissor e com vaga para todos que pretendem ingressar.” Assim o diretor da JP resume as oportunidades na área de prestação de serviços de colheita. A atividade é trabalhosa, tecnificada e exige alto investimento. “Máquinas de rolo novas custam US$ 900 mil (cerca de R$ 2,8 milhões), usadas em torno de R$ 1,5 milhão.”

Para quem vier a atuar junto a terceirização da colheita, seja como contratante ou prestando o serviço, a dica final é a pesquisa para a escolha de parceiros, além do compromisso com a eficiência.

Atuação da prestadora de serviços

A experiência da JP vem de longa data, pela atuação de seus sócios. Jorge da Silva Castro, filho de produtor de algodão que também atuava na prestação de serviços, e Edivaldo Pacheco dos Santos, que agenciava máquinas para colheita em Goiás, Mato Grosso e Bahia – sempre trabalhando em parceria.

Juntos, criaram a empresa em 2007. “Começamos com uma máquina própria e duas alugadas, além de vários desafios a serem superados, como preços baixos de colheita, áreas limitadas, crédito restrito e muitas outras dificuldades que todas as empresas passam”, lembra Pacheco.

Hoje, a JP conta com 14 máquinas, sendo seis de cestos e oito de rolim – que colhe e já entrega o fardo de algodão prensado. “Vamos fechar este ano com 23 mil hectares de área colhida para o Grupo Farroupilha, Grupo Pinesso, Grupo Monte Alegre e Grupo Jpupin. Para safra 2018, todas as nossas máquinas já estão com contrato fechado.”

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